A prefeitura dá o terreno, deburocratiza, baixa os impostos, garante mão-de-obra barata, um mercado de 2,7 milhões de pessoas, só num Estado e recursos disponíveis para cativar investidores de Aveiro a desenvolverem negócios em Maragogi, em Alagoas.
Turismo e agro-indústria, indústrias limpas e sem impacte visual negativo são as áreas de investimento naquela região do Nordeste do Brasil que a prefeitura de Maragogi promoveu esta segunda e terça-feira em Aveiro, Murtosa e Oliveira do Bairro.
Exemplos de negócios em desenvolvimento há alguns. Tudo começou com pessoas de Aveiro e da Murtosa, que foram a Maragogi de férias e acabaram por adquirir uma casa. Por 12.000 euros é possível ter uma casa junto à praia, onde não há Inverno e a água do mar não é fria.
Quando não estão no Brasil, a casa pode ser arrendada. Mas também pode ser uma propriedade com 420 metros de praia, com 6 hectares, por exemplo, por 200.000 mil euros e já dá para construir um espaço para explorara turisticamente. Os preços são baixos, comparando a moeda europeia e para alguns o investimento tem sido atractivo.
Por exemoplo, a Air Corporation, que inclui aveirenses, está a desenvolver um projecto de 1 hotel e 50 bungalows isolados.
Outro negócio a concretizar-se passa pela construção de uma fábrica de conservas de peixe em Maragogi. Depois de visitar uma empresa na Murtosa, o prefeito Fernando Sérgio Lira, diz é viável uma unidade do género no Brasil. O mar é rico por aquelas bandas, recursos piscícolas não faltam e em grande variedade e o mercado consumidor é relevante.
Maragogi tem apenas 25.000 habitantes mas está perto do Recife com 1,5 milhões e Mació com 800.000, dois aeroportos a 100 Km e um importante porto marítimo na zona.
Além de negócios, o objectivo do prefeito Fernando Sérgio Lira tem a ver com a intensificação de ligações entre os poderes locais. Como plano é o de estabelecer um acordo de amizade e quanto à Murtosa a relação pretender ser mais forte, podendo chegar à assinatura de um acordo de geminação.

