A Comissão Administrativa do Beira-Mar deduziu oposição à execução e às penhoras movidas pelos ex-dirigentes Artur Filipe e José Cachide, dizendo tratar-se da «pior crise de sempre, um rude golpe na luta pela sua sobrevivência, vindo de quem jamais os Beiramarenses esperariam semelhante atitude» e acusa a anterior direcção de «traição».
A Comissão Administrativa sente «agora o sabor amargo da traição por parte daqueles ex-dirigentes», dioz em comunicado.
A promessa segundo a qual, «enquanto o Clube não reunisse as condições para solver os seus compromissos financeiros, os ex-dirigentes não exigiriam os seus créditos, não foi cumprida».
Segundo a comissão, «0 Beira-Mar pode, de facto, não sobreviver, os cerca de 800 jovens que envergam actualmente a camisola do Clube nos diferentes escalões das várias modalidades poderão, muito em breve, ver terminada a sua carreira desportiva no seu clube de eleição. Os 87 anos de actividade ao serviço do desporto aveirense podem estar à beira do fim».
Os ex-dirigentes são «únicos responsáveis pela situação calamitosa que vivemos ao executarem e penhorarem o património do Clube, colocam a instituição numa posição negocial ainda mais frágil, tendo afastado os interlocutores que, num longo processo negocial, permitiam vislumbrar uma solução, tendo ainda incrementado a pressão de outras entidades que, pacientemente, davam espaço à Comissão Administrativa para encontrar uma solução de viabilidade para o Clube».
Por isso conclui que a Comissão Administrativa poderá «não conseguir alcançar o objectivo de Salvar o Clube para a qual foi mandatada pela Assembleia Geral».
Aqueles ex-dirigentes, enquanto estiveram em funções, trataram o Clube como uma coutada sua e quase o levaram à destruição. Agora, desta forma extemporânea, pretendem que seja a comunidade Beiramarense a pagar os seus erros e a sua irresponsabilidade.
O clube faz ainda um apelo aos sócios para que«ajudem e colaborem com as iniciativas do Clube».

