Foram apreendidos 1500 kg de cocaína e cinco cidadãos estrangeiros foram detidos «nos últimos dias» pela PJ durante a operação “Teia Branca” de combate ao tráfico internacional de estupefacientes em Aveiro, Faro, Setúbal e Guarda, sendo que três ficaram em prisão preventiva e dois aguardam a aplicação de medidas de coação, informou a Judiciária esta sexta-feira.
A Judiciária apreendeu seis metralhadoras AK 47 Kalashnikov com carregadores municiados com munições de calibre 7,62cm; uma pistola metralhadora VZ61 “Skorpion” com três carregadores municiados com munições de calibre 9mmm; cerca de 1.300 munições de calibre 7,62 mm; 2 carregadores para metralhadora colados com fita adesiva para recarga rápida “ jungle style”; 2 pistolas Glock 17 de 9 mm: 2 carregadores municiados com capacidade para 30 munições de calibre 9 mm; sete galeras (semirreboques para camiões) e sete lanchas rápidas suspeitas de serem usadas no tráfico de estupefacientes; 22 veículos automóveis, a maioria de alta gama; cinco motociclos; três aparelhos bloqueadores de sinal (jammer); vários artigos de joalharia e relógios de marca de luxo avaliados em vários milhares de euros; uma avultada quantia em dinheiro; documentação falsa (passaporte, BI, carta de condução); e equipamentos informáticos e de comunicações.
A operação foi conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão em articulação e cooperação com o Cuerpo Nacional de Policia (CNP) de Espanha. A investigação foi iniciada em 2023 desmantelando «uma organização criminosa transnacional, com bases em todo o território nacional e em Espanha, que se dedicava à introdução em território nacional de elevadas quantidades de cocaína e haxixe, por via marítima e terrestre, as quais eram, posteriormente, distribuídas em toda a Península Ibérica».
Foram ainda cumpridos 11 mandados de busca domiciliária.
Segundo a PJ, «face à complexidade desta operação, foi prestada colaboração da Diretoria do Sul e da Diretoria do Norte da PJ, da UNCTE da PJ, do DIC da Guarda e do DIC de Aveiro da PJ, do Comando da GNR de Setúbal, do GIOE e da UCCF da GNR e da Autoridade Marítima Nacional.
No âmbito da cooperação policial internacional, foi prestado apoio pela DEA dos EUA, pela Guardia Civil de Espanha e pelo MAOC-N.
O inquérito é titulado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal.


