Uma palestra, na Fábrica de Ciência Viva da Universidade de Aveiro esta quinta-feira, a partir das 21:30h, pretende debater “as consequências das alterações climáticas, devidas à intensificação do efeito de estufa”.
As consequências “são muitas e algumas imprevisíveis e os cientistas admitem que já estejamos a sofrer os efeitos das mudanças globais e que estes sejam agravados ao longo do séc. XXI, mas existem muitas incertezas quanto ao tipo e magnitude desses efeitos”.
Participam Miguel Telles Antudes, Professor Catedrático do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, com uma comunicação sobre “Extinções e alterações climáticas – alguns aspectos e exemplos do passado” e Carlos Borrego, Professor Catedrático do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro, sobre “Actividade humana e as alterações no clima – indícios do presente e expectativas futuras”.
«A atmosfera é uma mistura de gases, partículas e aerossois que envolve o planeta Terra e é currentemente designada de ar. A sua composição é um dos factores determinantes do clima e do aparecimento e evolução da vida na Terra até aos nossos dias. A composição da atmosfera sofreu modificações ao longo dos 5 biliões de anos de evolução da Terra, com reflexos significativos ao nível das alterações no clima passado.
O efeito de estufa, intimamente relacionado com os gases constituintes da atmosfera actual, tem um papel determinante no clima actual da Terra. As actividades Humanas, entre as quais a combustão, têm libertado quantidades significativas de gases com efeito de estufa, estando a contribuir para uma intensificação do efeito de estufa e consequente aumento da temperatura global do planeta. Destes fenómenos podem resultar impactes significativos e potencialmente irreversíveis no clima e no planeta.
Cada um de nós, individualmente, através das opções que fazemos e do modo de vida que levamos, pode dar um contributo para inverter esta situação.»

