InícioAveiroAlberto Souto sugere novo concurso de ideias para a antiga Lota

Alberto Souto sugere novo concurso de ideias para a antiga Lota

O vereador da Câmara de Aveiro, com mandato suspenso, Alberto Souto (PS) dirigiu esta segunda-feira uma publicação nas redes sociais ao presidente da autarquia, Luís Souto (PSD): «anule toda esta embrulhada processual (projecto para a antiga Lota) e abra novo concurso de ideias. Desta vez definindo um programa ambicioso do ponto de vista da sua sustentabilidade, constituindo um júri credível e seguindo um processo transparente». Pergunta ainda ao presidente da Câmara: «terá a coragem de fazer bem?».

Na última reunião, pública, do anterior executivo, o presidente da Câmara da altura, Ribau Esteves (PSD), a 10 dias das autárquicas, em outubro último, anunciou a aprovação do projeto do atelier “doisarquitetos”, vencedor do concurso de ideias, por 730 mil euros. Segundo Alberto Souto, «além da duvidosa legalidade, tal contrato não pode ser cumprido porque nunca foi aprovado o projecto-base de arquitetura, não foram feitos os estudos geotécnicos e o prazo contratual para o loteamento é de 31 de Dezembro de 2025 e o mesmo não pode ser feito sem o projecto-base aprovado e sem aqueles estudos…».

Mas a Câmara referia-se, na altura, a uma adjudicação que «decorre do concurso de ideias “Estudo Urbanístico da Zona da Antiga Lota de Aveiro – Living Places Lab”, que lançou e «cujo resultado foi anunciado em março de 2023, tendo sido vencedor o gabinete “Cátia Alexandre & Nuno Costa, Lda.”, que recebeu um prémio de consagração de 50 mil euros (a empresa usa o nome comercial “dois arquitectos”)».

O projeto prevê habitação, hotel, comércio, restauração, áreas para associações náuticas, um centro de interpretação ambiental, parque verde e ancoradouro.
Alberto Souto refere-se a «um óptimo exemplo de péssima gestão pública, há duas décadas no limbo entre nada e coisa nenhuma. São quase 15 hectares abandonados a 300 metros do centro da cidade». Recorda que em 2005, quando deixou a presidência da Câmara, falhando o terceiro mandato, vencido pelo candidato Élio Maia, deixou o Plano Pólis aprovado para a zona. Ribau Esteves, que presidiu â Câmara entre 2013 e outubro de 2025 «revogou-o (…) durante dez anos foi casmurro e teimou que o Estado devia doar os terrenos. Em vão. Quando finalmente aceitou comprar era tarde demais: estava tudo por fazer».

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