O vereador da Cultura, da Câmara de Aveiro, Capão Filipe anunciou este sábado que, esta semana, o edifício da antiga Estação da CP recebe parte da exposição do acervo de arte contemporânea cedido pelo Instituto das Artes.
A Câmara de Aveiro, a Universidade de Aveiro e o Instituto das Artes, celebraram em Julho último um protocolo para cedência a Aveiro de um acervo de 262 obras, metade das quais virão ainda este ano para Aveiro. As obras produzidas entre 1960 e 2000 são de diversos artistas, tais como, Júlio Resende, Carlos Calvet, João Charters de Almeida, António Sena, Almada Negreiros, Carlos Botelho, Vieira da Silva e Bernardo Marques, entre outros. As expressões artísticas de referência são o abstraccionismo, expressionismo, realismo, pop’arte, arte conceptual, modernismo, entre outras.
O protocolo assinado tem a vigência de 10 anos, renováveis, e atribui à Câmara Municipal de Aveiro a tutela administrativa e financeira, e com o restauro e guarda do acervo, e a Universidade de Aveiro assume a tutela científica, competindo-lhe, entre outros aspectos, valorizar, estudar e investigar o acervo cedido, bem como elaborar um projecto educativo tendente à formação de monitores para acompanhamento de visitas guiadas, exposições e iniciativas associadas.
O projecto “Avenida de Arte Contemporânea” faz parte desta parceria que consiste na instalação, conservação, valorização e exposição de uma Colecção de Arte Contemporânea em Aveiro. A gestão e a administração da colecção estarão a cargo de uma entidade constituída por representantes nomeados pela Universidade de Aveiro e Câmara Municipal de Aveiro.
A Universidade de Aveiro e da Câmara Municipal de Aveiro pretendem dar à Avenida de Arte Contemporânea «grande valorização e visibilidade através de mostras expositivas em espaços de que dispõem na cidade de Aveiro, contando ainda com a permuta e o intercâmbio entre organismos homólogos situados na Europa, contribuindo assim para uma maior dinamização dos artistas e da arte contemporânea portuguesa».
Segundo comunicado da Câmara, «a nível regional a colecção visa familiarizar os diversos públicos da zona centro, trabalhar e criar públicos culturais dedicando-lhes programas expositivos, seminários e documentação pedagógica e ilustrativa das correntes artísticas que mais marcam a segunda metade do século XX na Europa e em Portugal».
A Câmara e a Universidade irão ainda organizar «mostras expositivas em vários espaços da cidade, bem como estabelecer permutas e intercâmbios com organismos homólogos da Europa, promovendo, assim, a divulgação artística das obras».

