A menos de um mês do fim do prazo, de 60 dias úteis, fixado pela assembleia geral da Associação Musical das Beiras (AMB) para uma tomada de decisão definitiva sobre os termos exactos em que será feita a reactivação da Filarmonia das Beiras, extinta em Outubro do ano passado devido a dificuldades de ordem financeira, os músicos deverão decidir, entre hoje e amanhã, se aceitam as condições de trabalho que lhes foram propostas pela comissão, liderada pela Universidade de Aveiro, encarregada de encontrar uma solução “consensualizada” para a orquestra, noticia o JN.
«Os contratos de trabalho passam a ser a termo certo, nos termos propostos. Com a duração de 16 meses o primeiro e um ano os seguintes.
Por sua vez, o novo regulamento interno passa a prever a possibilidade de haver concertos em qualquer dia da semana, acaba com a folga fixa às segundas-feiras e ignora o papel da Comissão de Músicos enquanto “elo de ligação” com a direcção da orquestra e a AMB, reflectindo um conjunto de condições que parece não ser do inteiro agrado dos 27 músicos.
“As propostas estão a ser analisadas com um jurista e a decisão vai ser tomada individualmente por cada um dos músicos “, disse, ontem, ao JN, Rui Rosa, da Comissão de Músicos, arriscando a previsão de que “da forma como as coisas foram apresentadas – “É isto ou nada!”- o acordo deverá ser difícil”».

