A Câmara de Estarreja aprovou esta quarta-feira uma proposta no sentido de instalar mais pontos de medição de ozono troposférico na região
Trata-se de “um problema da região e não do Município de Estarreja”, diz a autarquia que não pretende ficar com as consequências da imagem negativas provocadas pelas notícias das leituras de medições feitas em Estarreja.
“A autarquia considera que o actual estado de avaliação do problema, bem como a forma como os resultados são divulgados, prejudicam infundadamente a imagem de Estarreja, como se nos outros concelhos também abrangidos pela medição – Aveiro, Albergaria – A – Velha, Murtosa e Ovar – não existisse ozono ou fossem apenas vítimas da poluição de Estarreja, o que não é verdade”, diz um comunicado.
Tudo depende da localização do ponto de medição. Para a Câmara a imagem negativa fica associada à localização desse ponto de medição.
Os níveis de ozono registados na Estação da Teixugueira referem-se a uma área considerável do Distrito de Aveiro, fazendo uma leitura de toda a zona que inclui os concelhos de Ovar, Murtosa, Albergaria – A – Velha e nove Freguesias do Concelho de Aveiro (Cacia, Eirol, Eixo, Nariz, Oliveirinha, Requeixo, São Jacinto, Vera Cruz e Nossa Senhora de Fátima)”. Concluindo diz a Câmara que “se a estação de medição do ar estivesse num desses Concelhos, os níveis de ozono seriam igualmente detectados”.
Entretanto, enquanto o PS propôs a desactivação da estação de medição dos níveis de ozono, a proposta do presidente da Câmara, a ser apresentada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, defende a instalação de “mais pontos de medição de ozono na área, nos concelhos vizinhos de Estarreja, como forma de melhorar a avaliação da situação”.
Segundo o texto a apresentar, há “falta de informação adequada que se tem verificado ao longo do tempo relativamente à situação/relação da poluição atmosférica em Estarreja, nomeadamente no que diz respeito à medição das concentrações de ozono nas duas estações aqui sediadas (…)”.
“A utilização da expressão ‘zona de influência de Estarreja’ utilizada pela CCDRC aquando da divulgação dos valores de ozono é outro ponto contestado pela Câmara até porque esses valores serão previsivelmente detectáveis de igual modo em toda a região abrangida”.
A autarquia reclama ainda a alteração da designação de zona de influência de Estarreja “uma vez que se está a inferir, ao utilizá-la, que a origem dos poluentes que vão produzir o ozono se encontra unicamente na zona industrial de Estarreja, quando é sabido que existem muitas outras fontes importantes de poluentes precursores. Para além disso, nenhuma outra estação/zona da Rede de Qualidade do Ar do Centro tem tal designação!”.
A proposta conclui que “a actual situação não é representativa da realidade, sendo consequentemente lesiva para os interesses de Estarreja, uma vez que a influência da área industrial nas concentrações de ozono não está devidamente avaliada, sendo paralelamente referenciados valores elevados de ozono em concelhos não industriais e mesmo do interior do país”.
A medição de ozono na região é efectuada em 5 estações, duas das quais em Estarreja.

