Uma distribuição de cargos políticos com custos elevados, é como a federação de Aveiro do PS, avalia a substituição de directores dos centros distritais da Segurança Social, que o Governo está a promover, no caso de Aveiro, trocando o socialista Fernando Mendonça por Licínio Pimenta, do PSD que esta segunda-feira entrou em funções. Nesta caso, Fernando Mendonça concorreu ao cargo em 2018, foi renovado em 2023, estaria mais cinco anos, até 2028, mas manteve até este domingo enquanto Licínio Pimenta foi nomeado.
A comissão de serviço de Fernando Mendonça na direção do centro distrital de Aveiro do Instituto da Segurança Social terminaria em 2028, mas foi interrompida dois anos antes.
Há uma «alegada reestruturação da Segurança Social tinha como principal objetivo abrir caminho à nomeação de pessoas politicamente próximas do PSD para cargos de direção. O que está em causa não é uma reforma administrativa, mas sim uma operação de substituição de dirigentes sem qualquer concurso público», segundo comunicado do presidente da federação do PS, Hugo Oliveira.
Para o PS, o PSD «está a aproveitar uma reestruturação administrativa para distribuir cargos políticos. Em vez de se preocupar com a qualidade do serviço prestado aos cidadãos e com a boa gestão dos recursos públicos, prefere substituir dirigentes, pagar indemnizações e promover novas nomeações. Quem suporta esta fatura são os contribuintes portugueses».
Sem concursos, a prioridade «não é a reforma da instituição, mas sim a ocupação dos cargos, uma utilização da máquina do Estado para acomodar nomeações políticas, sem qualquer preocupação com os custos que essa opção impõe aos contribuintes».


