A exposição “Da pimenta à baunilha: viagem pelo mundo das especiarias” será inaugurada dia 10 de março, às 15:30 na Biblioteca da Universidade de Aveiro , – patente até 10 de abril Luís Manuel Mendonça Carvalho, docente do Instituto Politécnico de Beja e diretor do Museu Botânico do IPBeja, no âmbito da Cátedra UNESCO em Etnobotânica. Tem a curadoria de Luís Manuel Mendonça Carvalho e a colaboração de estudantes e docentes do Departamento de Ciências Médicas (DCM), a participação dos docentes Maria de Lourdes Pereira e Marco Alves do DVM e de Elsa Dias, Diana Mendonça e Sónia Oliveira (CICECO) e a parceria dos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia da Universidade de Aveiro e do American Corner.
Apresentam-se as especiarias que «tiveram um papel marcante na história das sociedades humanas, evidenciando a sua origem botânica, as regiões do mundo onde são produzidas e os seus usos ao longo do tempo». Será possível conhecer plantas e produtos que marcaram rotas comerciais, estimularam contactos entre culturas e contribuíram para a construção de redes globais de troca de conhecimento e de bens».
Da mostra fazem parte a pimenta, cardamomo, gengibre, açafrão, canela, cravinho, noz-moscada, baunilha e o piripiri, entre outras com legendas que permitem compreender a diversidade botânica destas espécies e as partes da planta utilizadas como especiaria – os frutos, sementes, cascas, rizomas ou estigmas florais – e as suas características aromáticas e culturais.
As especiarias têm relevância gastronómica e um «impacto profundo na história económica e científica. «Durante séculos, motivaram viagens, expedições marítimas e intensas redes de comércio que ligaram continentes e culturas, tornando-se elementos centrais na circulação global de plantas, conhecimentos e práticas culturais», segundo a UA.
É uma «oportunidade para explorar a riqueza do património etnobotânico associado às especiarias, aproximando o público do conhecimento científico sobre as plantas e do papel que estas desempenharam na história da humanidade».

