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Obras no bairro da Beira-Mar – concurso será lançado no segundo trimestre

O concurso para a primeira fase do projeto da Câmara de Aveiro para a qualificação do Bairro da Beira-Mar, apresentado esta quinta-feira, será lançado durante o segundo trimestre do ano, incidindo sobre a área poente – Rossio e Praça do Peixe – que inclui o Cais das Falcoeiras, ruas Bernardino Machado, dos Arrais, Abel Ribeiro, das Velas, das Tricanas, do Lavadouro, António dos Santos Lé, Cais dos Mercantéis, Travessa das Falcoeiras, Travessa dos Marnotos, Travessa do Lavadouro, Largo da Praça do Peixe, Travessa do Rossio e Rua Trindade de Coelho.
Foi definida uma «divisão da intervenção por arruamentos de forma a otimizar os processos de medição, orçamentação e execução da obra». O investimento global estimado é cerca de 13 milhões de euros.

A intervenção desenvolve-se nas áreas Poente, Central e Norte com o objetivo da «coerência espacial e funcional, evitando intervenções avulsas num território de elevada complexidade técnica e patrimonial».

Segue-se a área norte, o Cais dos Botirões, travessas de São Gonçalinho e São Roque, ruas Antónia Rodrigues, Tomásias, António da Benta, João Henriques Ferreira, da Palmeira, Jorge Lencastre, Edmundo Machado, António Christo, Manuel Luiz Nogueira, da Tapada, de São Roque, 1º Visconde da Granja, do Carril, Cais dos Remadores Olímpicos, Rua e Travessa do Arco e Largo Nossa Sr.a das Febres.

Na área central integra as ruas das Salineiras, Sargento Clemente de Morais, Domingos Carrancho, dos Marnotos, da Palmeira, Mendes Leite, Marques Gomes, Fernão de Oliveira, Manuel Firmino, Campeão das Províncias e São Bartolomeu, Largo da Apresentação, Rua e Travessa Tenente Rezende, Praça 14 de Julho, Travessa da Caixa Económica, Arco do Comércio, Travessa dos Ourives e Largo de Vera Cruz.

Para a Câmara, a área de intervenção «apresenta atualmente um desequilíbrio significativo entre os espaços dedicados às diferentes funções urbanas, sobretudo no que respeita aos percursos pedonais e cicláveis, às áreas de estadia e lazer e à escala atribuída ao automóvel. As áreas reservadas à circulação rodoviária encontram-se desajustadas face às exigências contemporâneas de mobilidade sustentável e acessibilidade universal, favorecendo de forma evidente o automóvel em detrimento do peão e do ciclista».

A Câmara apresentou um projeto para qualificar o espaço público para uma maior diversidade de usos e vivências, corrigindo conflitos de circulação, reforçando as continuidades pedonais e cicláveis e promovendo um ambiente urbano mais equilibrado, seguro e confortável», articulando-se com o Rossio, Cais do Alboi, Rua do Gravito e na Rua do Carmo.

Apresenta «soluções que induzam a redução da velocidade automóvel, a reorganização do estacionamento, a criação de condições adequadas para a circulação e estacionamento de bicicletas, novo mobiliário urbano, zonas de estadia e tratamento paisagístico com reforço de arborização e elementos vegetais, melhoria das redes de águas pluviais, de incêndios e iluminação pública».

São ainda objetivos resolver «conflitos de circulação rodoviária e descontinuidades da rede pedonal e ciclável. Pretende-se privilegiar os espaços de estadia, promover os modos suaves e sustentáveis e reduzir significativamente a presença do automóvel no interior do bairro, salvaguardando o acesso condicionado a moradores, cargas e descargas e veículos de
emergência».

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