A exposição “Portugal Triste: Fotografia Vernacular nos séculos XIX e XX” pode ser visitada no edifício da Capitania, em Aveiro com a presença do colecionador Nuno Resende, a partir deste sábado e até 12 de abril, com entrada livre.
«Propõe uma reflexão sobre a memória visual do país ao longo do século XX através da fotografia vernacular e amadora», é «um retrato construído a partir das imagens produzidas sem ambição artística e destinadas, na sua maioria, ao uso privado, ao álbum familiar ou ao registo casual do quotidiano».
As imagens, organizadas em nove núcleos temáticos, são datadas entre o final do século XIX e a década de 1980, que Nuno Resende adquiriu em feiras e alfarrabista. «Confrontam a ideia de uma contemporaneidade limpa, progressiva e coerente — frequentemente alimentada por narrativas artísticas, turísticas ou ideológicas — com a materialidade crua do quotidiano: o absurdo, o peso trabalho, a repetição dos gestos, a escala humana face à arquitetura ou à paisagem, os retratos improvisados na rua, revelando um país de gestos repetidos, trabalho árduo, modernidades tímidas e persistências sociais».

