Eleger para a Mesa da Assembleia Municipal de Aveiro – órgão que fiscaliza a atividade da Câmara – um dos dois secretários, era um objetivo da bancada do PS mas a maioria PSD-CDS-PPM (Aliança com Aveiro) não o permitiu esta sexta-feira e conquistou os lugares de presidente e dois secretários, na votação pelas bancadas partidárias.
No arranque do novo mandato autárquico, antes da votação pelos três lugares, Cláudia Santos disse que seria «impensável que a “Aliança Com Aveiro” tenha o segundo secretário», mas a coligação acabou por conseguir.
Não ter uma representação da oposição na Mesa, é um «erro no processo de democratização do funcionamento da Assembleia (…) é a única solução que garante o funcionamento democrático da Assembleia». Exemplificando, é a Mesa que requere à Câmara a documentação para a fiscalização da Assembleia ou é, também, a Mesa que encaminha para a Assembleia as petições dos cidadãos.
Contudo o que se passou a seguir, foi a criação de uma Mesa com os três lugares para o PSD. Antes, Cláudia Santos ainda disse que seria «óbvio» ter, «pelo menos», um elemento que não fosse da coligação. Aliás ter um elemento da oposição na Mesa acontece em «todos os parlamentos», «mesmo quando há uma maioria absoluta», disse. Contudo, na mesma noite, em Sever do Vouga , na instalação da nova Assembleia, a Mesa integra apenas elementos do PSD.
Perante a votação, o socialista Fernando Nogueira disse que a «ousadia» e a «audácia» a que o presidente da Assembleia, Capão Filipe, se referiu, «merecia ter um tratamento um pouco melhor no primeiro ato da Assembleia». Detetou ausência de «audácia democrática» e disse que os socialistas esperavam um «sinal de maior abertura» e não aplicar «a lei do mais forte».

