No dia da tomada de posse da Câmara de Aveiro, Alberto Souto, ex-candidato do PS nas eleições autárquicas de 12 deste mês, escreveu esta sexta-feira que «a maioria dos aveirenses não votou no presidente eleito. Está em minoria». Nesse sentido, espera que (Luís Souto, presidente eleito pela coligação PSD-CDS-PPM) «mostre abertura para fazer entendimentos, sob pena de paralisar, ele próprio, o seu executivo. O mandato que os aveirenses conferiram a todos exige consensos e não permite decisões unilaterais impositivas», escreveu nas redes sociais.
Quanto aos vereadores do PS que assumirão funções, serão «críticos e construtivos, propondo a revogação ou anulação dos erros graves que ainda possam ser evitados e votando contra, sempre que o demérito de novas propostas o justifique. Construtivos, apresentado propostas em consonância com o programa por que foram eleitos e votando a favor de todas as propostas de terceiros em que se revejam».
Alberto Souto espera que a presidência de Luís Souto «não seja um exercício de prepotência e arrogância institucional, que os aveirenses não legitimaram a ninguém».
Alberto Souto tomará posse esta sexta-feira como vereador da oposição na Câmara de Aveiro, mas a sua «condição familiar» (é irmão de Luís Souto) leva-o a suspender o mandato.
Conforme escreveu, «a interpelação e confrontação permanente com o novo presidente (Luís Souto) inerentes ao cargo de vereador da oposição teria riscos para a salvaguarda daquela relação (familiar) que é mais importante preservar».

