Numa publicação nas redes sociais com o título «É a política, estúpido!», o socialista Rui Soares Carneiro reage este domingo, cerca de uma semana após a retirada da confiança política pelo PS ao vereador da Câmara de Aveiro.
Por contestar à escolha do candidato à Junta de Freguesia de Cacia, admitir não apoiar a candidatura de Alberto Souto à Câmara e admitir uma candidatura independente, o partido retirou-lhe a confiança política.
O PS considera este posicionamento um «desrespeito», mas o vereador diz que são «ódios de estimação pessoais» que se «transformam em ódios políticos, porque eles tendem a resvalar para o público». Aliás, diz, «o objetivo último de meia dúzia que sempre contestaram uma determinada forma de ser e de estar».
Rui Soares Carneiro não confirma que se tenha referido várias vezes a uma «contestação interna na escolha de qualquer candidato do PS». Aliás, afirma: «Rejeitei comentar qualquer processo interno de escolha de candidatos».
Também nega a «participação em alguma reunião de um conjunto de pessoas descontentes com qualquer decisão partidária» e a possibilidade de se «candidatar por um eventual movimento independente». Também desmente «categoricamente que alguma vez tenha recebido algum convite, de qualquer partido (exceção do PS) ou movimento de cidadãos que seja, para que lugar ou função que fosse, durante todo este período de pré-campanha eleitoral». Diz ainda que nunca reuniu nem solicitou «apoio formal ou institucional a qualquer partido, seja da esquerda ou da direita». Neste ponto, contudo, o bloquista Nelson Peralta escreveu que foi contatado «por um eleito de outro partido, a solicitar o apoio formal e institucional do Bloco de Esquerda a uma candidatura independente a uma freguesia do município», num longo texto que, sem dizer o nome, se percebeu que se tratava de Rui Soares Carneiro.
O vereador também se refere a alguém do PS, mas não diz o nome. «Há quem procure “fazer-se notar” à custa de outros, mesmo quando se trata de alguém que, durante a última década, foi sistematicamente descredibilizado, desmentido e contestado pelo PS em Aveiro — e que agora aparece a gozar de um alegado aval de confiança por parte de quem alimenta narrativas sem fundamento».
Por último refere-se a «largas dezenas de pessoas» que lhe dirigiram «apoio, da esquerda à direita».

