O candidato do PS à Câmara de Aveiro nas próximas eleições autárquicas, Alberto Souto, quer retirar a escultura de Rui Chafes que o atual Executivo de Ribau Esteves (PSD) instalou nas Pontes, um «memorial de referência a Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024».
«Nas “pontes”, daqui a alguns meses, será removida a bola – e ninguém vai dar pela falta… Será encontrada uma solução escultórica com expressão e presença de que nos orgulhemos», escreve Alberto Souto nas redes sociais.
Noutro plano disruptivo com a atual Câmara Alberto Souto, planeia intervir na Av. Lourenço Peixinho com «mais árvores e será um espaço público aprazível. Ao longo da sua alameda central serão instaladas esculturas de mérito». Será, como diz, um «”Museu de Escultura” a céu aberto e, daqui a alguns anos, a Avenida Lourenço Peixinho não será uma estrada com caos rodoviário e um parque de estacionamento de automóveis».
Discorda ainda do plano de construção de um museu das peças da Bienal de Cerâmica Artística na antiga Biblioteca. «O local certo para o Museu de Cerâmica é, porém, evidentemente, a antiga Fábrica Jerónimo Pereira Campos (na área ocupada pelo IEFP). Vamos ver o que se consegue corrigir», diz, acrescentando «o azulejo e o barro».
Criticando as ações da Câmara na área dos museus escreve que «o Museu de Arte Nova está literalmente vazio de peças Arte Nova. O Museu da Cidade é desconhecido. O Museu de Sta Joana era nacional e foi despromovido. Agora precisa de milhões de obras de reabilitação. O ecomuseu da Troncalhada está bem, mas é poucochinho».
Sobre o Museu de Arte Contemporânea que a Câmara pretende construir no topo nascente do Canal de S. Roque, Alberto Souto aponta para alternativas. «Há dois ou três espaços históricos que podem ser reconvertidos para esse efeito», sem revelar. «Ou, havendo recursos, apostar em edifício de raiz, em relação com a água».
Para um museu de Arte Nova, pretende «adquirir, por doações ou compra, o recheio de uma casa Arte Nova: mobiliário, pinturas e peças decorativas, serviços, etc., por forma a que os visitantes tenham uma experiência imersiva estética total. A Casa Major Pessoa deve ser o polo difusor da Arte Nova da região».
Sugere ainda a criação dos museus de etnografia, dos ovos moles e dos produtos regionais, do sal, das embarcações tradicionais, criar um “Rianário”, do automóvel antigo e do colecionismo de rádios, dos telefones brinquedos, bicicletas, minerais e da talha dourada eclesial».

