Alberto Souto pode avançar com ação em Tribunal por difamação contra Ribau Esteves – Alberto Souto diz que esteve «contra a corrupção e contra as práticas pouco edificantes que então grassavam»
A Câmara da “…alimentação da corrupção, da manutenção da alimentação da corrupção” foi a frase que levou Alberto Souto a tomar uma decisão: «Encaminhei a matéria para o meu advogado para avaliar a prossecução de procedimento criminal por difamação» contra Ribau Esteves, escreveu nas redes sociais, sobre aquela de Ribau Esteves, avaliando a governação de Alberto Souto.
Mas Alberto Souto acaba por devolver a acusação de corrupção: «De mim e dos meus executivos conhecem-se actos concretos e consequentes contra a corrupção e contra as práticas pouco edificantes que então grassavam», escreve nas redes sociais. Antes de Alberto Souto, a Câmara foi presidida por Élio Maia (independente pela coligação PSD-CDS).
Ribau Esteves é o atual presidente da Câmara de Aveiro e a frase sobre a «alimentação da corrupção» é dirigida aos mandatos de Alberto Souto, entre 1998 e 2005. Além do processo em Tribunal, Alberto Souto, que nega a acusação, disse que se Ribau Esteves – apelidando-o de «difamador» – se retratasse «a qualidade ética da nossa democracia local muito teria a ganhar».
Pelo contrário, Alberto Souto diz que combateu a corrupção «quando ainda não estava na moda fazê-lo», fez «investigações internas quando havia suspeitas sobre funcionários. Afastámos alguns. Demolimos prédios “desalinhados”, não autorizamos áreas de construção a mais, resistimos a alterações de Planos para acrescentar andares em proveito de investidores específicos». Nega atos de corrupção e acrescenta, aliás, que foi visado em «várias auditorias – algumas delas intelectualmente desonestas, como aquela que tão só duplicou o valor do Estádio (Sim… é verdade!), no afã aldrabão de aumentar a dívida…».
De resto, o socialista critica ainda a «acusação vaga, mas grave, sem identificação dos casos concretos, genérica, conspurca a honorabilidade de todos os funcionários e políticos, porque não acusa ninguém em concreto».

