A Inspecção do Trabalho tentou reunir esta quinta-feira com a administração da Bawo, de Estarreja, mas não conseguiu, num encontro em que apenas compareceram elementos da Inspecção, da Segurança Social, sindicatos e Centro de Emprego.
Desta forma foi impossível discutir as obrigações e direitos de cada uma das partes, ou seja, das 80 trabalhadoras, sob a ameaça de desemprego e da administração da fábrica alemã de têxteis.
Contudo, após a paragem da produção, novas tentativas serão feitas de forma a localizar e convocar a administração para se sentar à mesa das negociações.
Entretanto, as trabalhadoras da fábrica levantaram esta quinta-feira a vigília que mantinham à porta da fábrica para impedir a retirada maquinaria, tida como única possibilidade de financiar as indemnizações.
A vigília deixou de se justificar com o arresto das máquinas, em fase de inventariação e selagem desde esta quarta-feira.
No início deste mês, a administração tentou retirar as máquinas da fábrica, durante um período de férias que tinha concedido às trabalhadoras.
Por terem impedido a saída da maquinaria, a administração enviou a cada uma das trabalhadoras notas de culpa, e propondo o despedimento, responsabilizando-as por prejuízos que dizem atingir cerca de 120.000 euros.

