O Bloco de Esquerda de Aveiro vai entregar a “carta dos ex-assessores” sobre o negócios das piscinas, firmado entre a Câmara de Aveiro e o Beira-Mar ao Ministério Público porque «o relato escrito conterá indícios da prática de vários crimes».
Segundo comunicado do BE, «a confirmar-se a veracidade dos factos relatados, o objectivo do executivo municipal PSD/CDS sempre terá sido o de conscientemente vender o terreno das piscinas abaixo do seu preço real».
Acusa ainda o Presidente da Câmara, Élio Maia, de ter «conhecimento da intenção de revenda do terreno por parte do Beira-Mar a um preço mais elevado e escondeu esse facto dos órgãos autárquicos nomeadamente aquando da votação do acordo em causa».
Uma carta que «demonstra a passividade com que as relações perigosas autarquia-futebol-construção civil são encaradas em Aveiro».
A própria ocupação do terreno terá sido «ditada com o objectivo de conferir uma maior valorização do mesmo para o clube» e Élio Maia teria «abusado do seu poder ao decidir realizar a escritura de venda fora do notário da CMA de forma a deliberadamente esconder essa operação do conhecimento dos vereadores do CDS».

