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Confiança em Élio Maia diminui ligeiramente

Face a Outubro do ano passado, diminuiu ligeiramente a confiança da população de Aveiro no presidente da Câmara, Élio Maia, noticia o Diário de Aveiro.

«De acordo com os resultados de um estudo do GEMEO/IPAM, se as eleições autárquicas se voltassem a disputar agora, um total de 48 por cento dos eleitores votaria no mesmo partido que em 2005

A confiança que a população aveirense deposita no presidente da Câmara Municipal de Aveiro para resolver os problemas do concelho diminuiu ligeiramente desde o ano passado, de acordo com os resultados de um estudo encomendado pelo Diário de Aveiro ao Gabinete de Estudos de Mercado e Opinião do Instituto Português de Administração de Marketing (GEMEO/IPAM).

Em Outubro do ano passado, 63 por cento dos inquiridos, numa sondagem realizada então pelo GEMEO/IPAM, revelavam muita ou alguma confiança no líder do município. Um ano volvido, o crédito de Élio Maia decresceu, uma vez que apenas 55 por cento dos interrogados manifestam a mesma confiança nas capacidades do autarca.

De acordo com os dados da análise efectuada entre 1 e 3 de Outubro junto de 400 entrevistados, cresceu paralelamente o número de aveirenses descrentes no chefe do Executivo – há um ano, 17 por cento dos inquiridos revelava pouca ou nenhuma confiança em Élio Maia para solucionar os problemas locais; agora, esse número subiu para os 23 por cento.

Os resultados do estudo mostram que a maioria dos aveirenses (32 por cento) considera a actuação da maioria PSD/CDS que gere a autarquia «nem positiva nem negativa», mas apenas 16 por cento dos interrogados avalia negativamente a governação camarária (em 2006 havia dez por cento de descontentes). Trinta por cento da população (contra os 28 por centro do ano passado) mostra-se, por outro lado, satisfeita com o desempenho da equipa de Élio Maia, avaliando-o como positivo ou muito positivo.

O trânsito e estacionamento na cidade continua a ser, tal como há um ano, o principal problema identificado pelos habitantes locais – em 2006, 51 por cento dos interrogados olhava para estas questões de mobilidade como as mais preocupantes no município, número que baixou para os 44 por cento.

A insegurança e criminalidade é outra das actuais preocupações dos aveirenses, assim como a falta de espaços verdes, a qualidade dos acessos à cidade e o estado das vias de comunicação no concelho.
A Cultura é a área de actuação municipal mais elogiada – 18 por cento dos inquiridos considera este o sector onde se verificou o desempenho mais positivo, seguido do Ambiente. Quarenta por cento dos entrevistados não soube responder.

No pólo oposto – áreas com pior desempenho – situam-se o sector da Saúde (19 por cento), Obras Municipais (14 por cento), Economia e Finanças (12 por cento) e Urbanismo e Planeamento (11 por cento).
De acordo com os resultados do estudo do GEMEO/IPAM, se as eleições autárquicas se voltassem a disputar agora, um total de 48 por cento dos eleitores votaria no mesmo partido que em 2005, ao passo que apenas sete por cento optaria por uma força política diferente. Quase metade (46 por cento) dos interrogados recusou responder a esta questão.
Nas eleições autárquicas de 2005, a coligação PSD/CDS alcançou a maioria absoluta com 47,5 por cento dos votos (cinco mandatos), depois de dois anos de poder exercido pelo PS e Alberto Souto. Os socialistas foram a segunda força mais votada (39,3 por cento, quatro mandatos), seguida de CDU (4,4 por cento) e Bloco de Esquerda (3,5 por cento). Estes dois últimos partidos não elegeram representantes no Executivo. Diário de Aveiro (notícia não acessível on line)

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