A Ventivest e a Direcção Geral de Energia assinaram esta terça-feira no Porto de Aveiro o contrato relativo à fase B para a produção de energia eléctrica em centrais eólicas, um passo que dá o arranque de um projecto para o investimento de 636 milhões de euros.
Serão aplicados pelo grupo dois investimentos, de 27 milhões de euros, no distrito de Aveiro, concretamente uma unidade de fabrico de pás, no Porto de Aveiro e de caixas multiplicadoras em Vagos, que possibilitarão a criação de 670 novos postos de trabalho.
O projecto global prevê a criação de 19 unidades industriais para a montagem e gestão de oito parques eólicos. Estas unidades terão uma capacidade de produção anual de 130 aerogeradores e 267 conjuntos de pás.
Os cinco distritos, que receberão os parques eólicos, terão um investimento de 460 milhões de euros e as unidades industriais permitem a criação de 1.300 novos postos de trabalho.
O primeiro parque deverá entrar em funcionamento em 2009 e o último em 2013. O contrato permite a atribuição de 400MW de capacidade de injecção e dos respectivos pontos de recepção associados à produção de energia eléctrica em centrais eólicas.
Manuel Ferreira de Oliveira, presidente-executivo da Galp Energia, diz que espera «outros projectos desta natureza, contribuindo para uma maior competitividade no sector energético português». Recordou que os últimos dois anos foram difíceis» esperando que os próximos seis anos «sejam mais fáceis» contando com a colaboração da administração pública nos licenciamentos e autorizações necessárias.
Segundo o Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, é «a maior aposta do país nas energias renováveis, em dois anos a potência eólica foi multiplicado por quatro e em dois anos, e o investimento hídrico teve mais projectos do que nos últimos 20 anos».
Quanto a resultados nas exportações, serão 8 mil milhões de euros nos próximos 10 anos, disse o Ministro.
Segundo António Sá da Costa, administrador da Enersis, em seis anos, o tempo necessário para materializar o projecto, será conseguido um avanço na produção de energia eléctrica a partir do vento. Actualmente, em cada hora de consumo de electricidade, cinco minutos provêem do vento e a partir deste projecto é possível passar para os 12 minutos.
O principal accionista da Ventinvest, com 60 por cento da produção dirigida à exportação, é a Galp Energia, através da Galp Power com uma participação de 34 por cento. A accionista Martifer tem 31 por cento a Enersis 30 por cento, a Efacec Energia 2 por cento e a Repower Systems, Repower Portugal e Power Blades têm 1 por cento cada.

