O Bloco de Esquerda diz que foi dado «mais um passo na destruição do ecossistema da Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos, através do prolongamento em 200 metros, para Sul, da pista do aeródromo de Paramos, Espinho.
Da Rede Natura 2000 e parte integrante da Reserva Ecológica Nacional (REN),
Segundo o BE, «tudo começou em Abril de 2004 quando, à socapa e a toda a pressa, a pista do aeródromo de Paramos, Espinho, foi prolongada». Dois anos depois, «assiste-se agora à vedação da pista para, alegadamente, melhorar a segurança. Este projecto logrou obter a cobertura financeira, em mais de metade do orçamento previsto (56 mil euros), da Presidência do Conselho de Ministros, mais propriamente, da Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude».
A consequência directa para as obras de movimentação de terras e terraplanagem é a interferência numa área onde se encontra «um endemismo ao nível da flora – a Jasionae lusitanica» e «cauciona a destruição de um sítio».
O BE questiona se se trata de «mais um PIN (Projecto de Potencial Interesse Nacional)? se foi feita alguma desafectação da área de REN sem conhecimento e à revelia dos órgãos autárquicos?

