A Yazaki refere em comunicado que «90% dos colaboradores da Yazaki estão a manifestar-se contra o Sindicato das Indústrias do Centro.
Segundo a empresa, um «conjunto de colaboradores, que não seguia na íntegra a posição do SIEC, criou um grupo de trabalho e avançou com um abaixo assinado onde apelava ao “Bom Senso” dos colaboradores e solicitava uma reunião com a Direcção da empresa para esclarecer todos os assuntos envolvidos neste processo».
Para a empresa, o abaixo-assinado «representa a maioria dos colaboradores da Yazaki, e não reflectem a posição assumida pelo SIEC».
O abaixo-assinado não se refere à greve cujo início está marcado para esta quinta-feira. Segundo o comunicado, «os colaboradores referem compreender “a necessidade de ainda fazerem cumprir os prazos de entrega ao cliente Toyota” e alegam que “não tendo uma comissão independente representativa dos trabalhadores, vimos por este meio zelar pela componente compensatório inerente a este despedimento colectivo, tendo em conta o esforço dos operadores realizado ao longo destes anos na produção do Toyota Corolla, através de horas extraordinárias e deslocações em representação da empresa”.»
Entretanto, no encontro realizado esta segunda-feira, a Direcção da empresa reiterou o compromisso de «assumir a colocação de 105 colaboradores na produção da Yazaki Gaia, Centro de Protótipos e Global Service/Yazaki Corporation» e estabeleceu os valores a pagar aos trabalhadores a despedir: «1,75 para o cálculo das indemnizações, 2 meses de salário (correspondentes ao tempo de pré-aviso), normais direitos por cessação de contrato (1 mês de férias, 1 mês de subsídio de férias e proporcionais de férias e subsídio de Natal)».
Os trabalhadores despedidos recebem «2 meses de bónus adicional, enquanto que os colaboradores que continuam na produção de cablagens recebem 1 mês de bónus».
Esta terça-feira reúne a Direcção da Yazaki, o SIEC e o Ministério do Trabalho. O SIEC não apresentou quaisquer alternativas diz a empresa «a não ser o recurso à greve, mostrando-se indisponível para discutir os valores das indemnizações apresentados pela Yazaki».
A empresa revela ainda que «o SIEC preferiu adiar este assunto para o próximo encontro, solicitando que não ficasse escrito em acta e a Yazaki divulgou aos colaboradores o conteúdo da proposta, apresentada na reunião dando origem à criação de um abaixo assinado e ao encontro de hoje».
A Yazaki mantém o compromisso de abrir 105 oportunidades de emprego.

