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Empresa vai gerir parques de última geração

O objectivo é criar um parque empresarial de última geração, que possa corresponder a um novo modelo de desenvolvimento industrial e empresarial, noticia o Diário de Aveiro.

«A sua localização ficará no entroncamento da A17 com a freguesia de Sosa, na zona do Fontão. Os associados do NEVA foram chamados a pronunciar-se, sobre a participação ou não na futura empresa

Vai denominar-se «Parques Empresariais de Vagos S.A.», e terá a sua sede junto do Núcleo Empresarial de Vagos. Com um capital de 50 mil euros, será criada no primeiro trimestre de 2007, e o objectivo social diz respeito à gestão de parques empresariais. Dois accionistas de «peso», a Câmara Municipal de Vagos (49% das acções) e o NEVA (45%). A eles se juntará o Conselho Empresarial do Centro (4%), tendo ainda sido convidadas a fazer parte daquela parceria o Colégio de Calvão e a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (EPADR).

A empresa surge na sequência de um estudo, elaborado pelo economista Augusto Mateus e pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). O referido estudo, que retrata as áreas de acolhimento empresarial da Região Centro, analisou os 274 espaços comerciais já existentes, e o grau de interesse relativo a alguns serviços.

Segundo o presidente do NEVA, a participação desta estrutura naquela sociedade é «extremamente importante», e constitui a única forma de criar sustentabilidade e independência, para quem «luta» com algumas dificuldades financeiras.

«Futuramente poderemos vir a abraçar um projecto mais alargado para o concelho», admitiu Nuno Almeida, sublinhando que se o número de serviços aumentar, o NEVA também tenderá a aumentar a sua própria estrutura.
Quanto à viabilidade do projecto, o dirigente do NEVA considera não ter dúvidas de que será um bom investimento.
«Mesmo que o resultado fosse zero, seria sempre uma mais valia», referiu Nuno Almeida, convicto de que poderia ir buscar mais associados, e ajudaria a gerar mais emprego e a redimensionar o investimento em Vagos.

Decisão fora ao âmbito dos curiosos Foram poucas as dúvidas suscitadas pelos associados, que disseram «sim» à proposta do NEVA.
Apenas Paulo Pereira, agricultor na Vagueira, quis saber mais sobre o projecto, mas apenas ouviu explicações detalhadas sobre a nova realidade, por parte dos presidentes da Mesa da Assembleia-geral e do Conselho Fiscal.

Em declarações ao Diário de Aveiro, Carlos Neves diria que é um entusiasta do projecto, tendo acrescentado que «as decisões não podem ficar nas mãos de curiosos».
Na sua qualidade de autarca, o vice-presidente da autarquia admitiu, por outro lado, que as Câmaras não possuem equipas tecnicamente capazes, para gerir estes projectos e ter modelos que sejam eficazes. «Não estão sensibilizadas para esta problemática, nem respondem com eficácia às necessidades dos empresários», referiu, a propósito.

Ainda segundo Carlos Neves, havia que criar um modelo de gestão, ficando a Câmara unicamente o controle accionista da empresa, dentro das limitações legais. «Qualquer que seja o ciclo político, haverá sempre um corpo técnico capaz, como se pretende num parque industrial moderno», sublinhou.» (Diário de Aveiro)

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