A Câmara de Vagos está a acautelar a construção dos pólos educativos e já começou a negociar terrenos, em Fonte de Angeão e Carregosa, destinados a obras ou infra-estruturas sociais e comunitárias, noticia o Diário de Aveiro.
«No caso de Fonte de Angeão, a autarquia vaguense delegou na Junta de Freguesia, a quem autorizou transaccionar os terrenos compreendidos entre a Fonte da Moura e o cemitério daquela localidade.
O valor a negociar é até 100 mil euros, tendo ficado decidido que, em sede de inquérito público do Plano Director Municipal (PDM), a área de equipamentos prevista para o local, seja «estendida» para interesse público.
Tanto quanto apurou este jornal trata-se de um terreno com dois hectares, que o presidente da Câmara diz estar localizado junto ao parque de merendas daquela freguesia. «Encontra-se bem servido de rede viária, e equidistante dos pontos que pretende servir, Ponte de Vagos, Santa Catarina e Covão do Lobo», anunciou Rui Cruz, sublinhando que o pólo educativo sul será o maior de todos.
Entretanto, na sua última reunião, o Executivo camarário decidiu-se pela compra de três prédios rústicos na zona da Carregosa, onde ficará instalado o futuro pólo educativo Sosa-Ouca. Um dos terrenos possui 6.683 m2, e custou 26.732 euros, sendo que o preço negociado é o mesmo que presidiu à expropriação dos terrenos da A17 (quatro euros por m2).
De referir que é intenção do actual Executivo avançar com a construção dos cinco pólos, previstos na Carta Educativa, a qual deve estar concluída no princípio de 2007.
No caso de Vagos, sabe-se que o problema está minimamente resolvido, uma vez que o referido pólo ficará instalado em terrenos camarários, entre o Estádio Municipal e o novo Centro de saúde, na denominada Zona Escolar e Desportiva. Os dois outros pólos ficarão localizados na Gafanha da Boa Hora, e em Calvão (ou Santo André).
Ponte de Vagos sem poder reivindicativo? Recorde-se que Ponte de Vagos chegou a ser apontado como «local de eleição» para a implantação daquela infra-estrutura. Um movimento nesse sentido chegou mesmo a ser lançado, quando o PSD recuperou pela força do voto aquela freguesia.
Passado um ano, o alegado «looby» perdeu força e algum do sentido reivindicativo. E é o próprio presidente da autarquia quem vem agora colocar «agua na fervura», ao considerar que «compete à Câmara criar um certo equilíbrio inter-freguesias».
Instado a pronunciar-se sobre o assunto, Rui Cruz declarou ao Diário de Aveiro, ser fundamental «haver uma distribuição de equipamentos, que aproveitados por várias freguesias sejam geradores de movimento».
No caso de Fonte de Angeão, trata-se de uma freguesia que se encontra «em pleno envelhecimento, e como tal carece de algumas infra-estruturas», acrescentou. O que não parece acontecer com Ponte de Vagos, que segundo o edil vaguense, vai ser dotado de um pólo industrial, ficando também com o pólo Betel e uma série de outras infra-estruturas de interesse público.» (Diário de Aveiro)

