O estudo do Ministério da Saúde que aponta para o encerramento das urgências hospitalares «é uma palhaçada», segundo o presidente da Câmara de S. João da Madeira Castro Almeida noticia o Diário de Aveiro.
”«Um estudo que não diga qual o tempo de espera nas urgências é uma palhaçada», afirmou o autarca ontem durante a Reunião de Executivo que aprovou por unanimidade um estudo encomendado a uma consultora internacional que rebate aquele que foi apresentado pelo ministério de Correia de Campos.
Segundo Castro Almeida, o estudo que ontem mesmo foi ao ministro da Saúde «põe a nu as fragilidades, incoerências, omissões e erros do relatório colocado em discussão pública pelo Ministério da Saúde». O estudo pedido pela autarquia sanjoanense aponta «17 razões para o ministro não levar por diante a proposta do relatório» desenhado «a régua e esquadro num gabinete de Lisboa», que não contactaram com as realidades locais.
«É como projectar uma cidade num deserto, parece que não mora lá ninguém, como se fosse um vazio», criticou o autarca, que entre as inúmeras fragilidades aponta o critério da distância, porque, arguiu, «não basta calcular o tempo de percurso. Há que somar o tempo de espera até que o utente seja atendido pelo médico, e isto é um erro grosseiro».
Para Castro Almeida, caso o estudo do Governo feito por uns «fulanos no Terreiro do Paço» seja posto em prática, o Norte de Aveiro que actualmente tem uma relação de número de utentes/urgências superior à média nacional, ficará abaixo dessa mesma média». Recordando que este estudo do Governo também não indica quais as urgências que vão receber os utentes daquelas que são indicadas para encerrar, adverte que se «as urgências de S. João da Madeira, Espinho e Ovar fecharem o Hospital de S. Sebastião, na Feira, passa a ter um número de urgências semelhante ao Santo António, S. João, ou o Santa Maria» e isto, diz o edil sanjoanense, «é instalar o caos», porque se irá traduzir num aumento de 86 por cento.
Por outro lado afirma que a os 40 mil habitantes exigidos pelo relatório do Governo são ultrapassados em S. João da Madeira com 60.500 habitantes que estão a menos de dez minutos da urgência do hospital local.” (Diário de Aveiro)

