A novidade da colaboração oficializada esta sexta-feira, em Aveiro, entre o Estado português e a Carnegie Mellon University é o compromisso das empresas que assinaram os acordos de afectarem uma percentagem da sua facturação no desenvolvimento de I&D e da contratação de doutorados e especialistas.
Além do compromissos da afectação de verbas na investigação e desenvolvimento, o conjunto de empresas signatárias do acordo, assumem a contratação de doutorados e especialistas nos seus quadros.
«Isto é novo», disse o Primeiro-Ministro, José Sócrates, sobre aquele tipo de compromissos assumido pelas empresas.
O acordo com a universidade americana possibilita diplomas de especialização e doutoramentos, sendo estes graus académicos atribuídos através do «Information and Communication Technologies Institute».
No caso particular da Universidade de Aveiro, vai ministrar um Master em Science in Information Networking.
O Primeiro Ministro valorizou a criação de um ambiente que «propicie e desenvolva a economia portuguesa» e num momento em que o Governo que consolidar contas públicas e reduzir o défice, «a prioridade é aumentar o investimento público em ciência». No caso do orçamento do Ministério da Ciência, regista um aumento, em 2007, de 64 por cento, sendo a maior subida num ano há muitas décadas».
Este tipo de investimento ocorre «num momento de contenção orçamental» e admite que «há muito dinheiro dos portugueses mas é aqui que o dinheiro é bem aplicado», disse José Sócrates.
Para o Primeiro-Ministro, as empresas não aderiram, por acaso, ao acordo. O que atrai os homens de negócios é a perspectiva de ganhar dinheiro e ganha-se dinheiro com o conhecimento», disse.
A fechar, falando em inglês, disse que sabe o que é preciso fazer e tem condições para o fazer e despediu-se dizendo: «Let’s do it».

