A Assembleia Municipal de Aveiro aprovou esta segunda-feira a declaração de utilidade pública municipal da Plataforma Multimodal de Cacia / Ramal ferroviário de acesso ao Porto de Aveiro e feixes ferroviários da Ligação Ferroviária ao Porto de Aveiro mas a vontade seria não o fazer uma vez que implica a construção de um viaduto com a altura de três metros sobre as marinhas de S. Roque e junto ao Terminal Sul.
O deputado socialista Pires da Rosa ainda questionou o presidente da Câmara, Élio Maia, sobre a possibilidade de «andar para trás com o processo» mas o chefe do Executivo negou tal hipótese.
Desta forma, o percurso do ramal ferroviário de ligação da linha do Norte ao Porto de Aveiro será feito, em grande parte, em viaduto. Paralelamente ao IP-5, sobre as marinhas de sal de S. Roque e desde a saída da cidade pelo terminal Sul
Pelo caminho fica a possibilidade da ferrovia ser feita ao nível do solo. Quando isso era uma possibilidade, segundo o socialista Raul Martins, a SIMRIA «obrigou o afastamento» da ferrovia à conduta de saneamento. Mas o afastamento não seria possível, uma vez que o Ministério do Ambiente não autorizou a passagem da linha sobre as marinhas, ao nível do solo. Serão «erros que se vão pagar no futuro» e o viaduto será uma «barreira que nos vai separar da Ria», disse Raul Martins.
Manuel Coimbra, do PSD também vê o viaduto como uma «barreira que vai impedir de ver a Ria».
A passagem da linha férrea chegou a receber outras ideias. Raul Martins chegou a sugerir que fosse pelo meios das faixas do IP-5.
Com o viaduto, fica inviabilizada a possibilidade de utilização daquela trajecto pelo metro de superfície e a instalação de estações ao longo do percurso, lembrou ainda Raul Martins.

