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Élio contraria a ordem

Seria uma reunião da Assembleia Municipal de Aveiro sobre a comunicação do presidente da Câmara de Aveiro sobre a actividade municipal nos últimos dois meses, mas Élio Maia não seguiu a ordem de trabalhos e apresentou uma lista do que fez de mais relevante e das promessas para o «curto médio prazo».

Esta alteração do rumo dos trabalhos da Assembleia tem uma justificação. Farto de ouvir a oposição a dizer que a maioria PSD-PP «não tem ideias e de não ter feito nada» Élio Maia, aproveitando a passagem do primeiro ano do mandato fez um balanço e actualizou as promessas da governação, em vez de lançar o debate sobre os dois últimos dois meses de mandato, na qual sobressai um aumento da dívida de curto prazo em mais de um milhão de euros.

O problema financeiro da Câmara é grande mas o intervalo da dúvida também. Até à apresentação do relatório final da auditoria feitas às contas municipais, feita pela Inspecção-Geral das Finanças, o passivo situa-se entre os 150 milhões – segundo os socialistas e os 225 milhões, segundo Élio Maia. O presidente diz que tem em mãos «facturas de seis anos sem dinheiro para pagar».

Entretanto, a Câmara prepara um plano de reequilibrio financeiro que apenas aguarda pelo relatório da IGF para arrancar. Enquanto não há relatório final, a Câmara corta em algumas despesas como horas extraordinárias, almoços, lanches e jantares dependentes de «prévia «autorização do presidente da Câmara».

Fazendo uma espécie de campanha antecipada, a três anos do final do mandato, mantém as promessas eleitorais e sem receio de ser «avaliado pelo cumprimento das promessas que é a forma mais séria de fazer política».

Apresentou uma lista de projectos de «a curto e médio prazo»: a ligação por TGV de Aveiro a Salamanca, o metro de superfície, criação da entidade gestora da Ria, novas instalações dos Serviços Municipalizados, criação da agência local de energia e da comunidade portuária, construção do porto de abrigo em S. Jacinto, do eixo estruturante Aveiro-Águeda, da estrada panorâmica viária Aveiro-Ílhavo, de parques empresariais, e das avenidas das Agras e do Crasto, recuperação urbana e da Pateira de Requeixo e municipalização das estradas nacionais 231 e 109.

O socialista Raul Martins não acredita que consiga executar os projectos e na mesma bancada, Carlos Candal, disse que o que o que Élio Maia disse «espremido não pinga nada». Há ainda os projectos que a Câmara«incrementou», como o prédio da VIDOR, «toda» a ligação à SIMRIA, entrega de um terreno à Diocese, Tribunal Fiscal e Campus da Justiça, Gabinete de Atendimento Integrado, ex-Centro de Saúde Mental, parque de manobras da DGV, colecção de arte contemporânea, bandeira azul na praia de S. Jacinto, rotunda do Botafogo e quartel do Parque.

Os processos que foram «parados» são as avenidas de Santa Joana e S. Bernardo, a incineradora em Nª. Sª de Fátima, as «adjudicações por junto, grosso e atacado», que contabilizou em 13 milhões de euros, as adjudicações para avenidas com «terrenos não negociados», com o «grave problema do Instituto Nacional de Habitação», o «isolamento da Câmara em relação a outros municípios», com «o problema da SIMRIA», com o «cidadão ter de pagar, sempre no máximo, a gestão despesista da Câmara», a «indiferença com credores» e o «distanciamento com os cidadãos».

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