InícioAveiroSIMRia recusa responsabilidade na descarga

SIMRia recusa responsabilidade na descarga

Manuel Fernandes Thomaz, administrador-delegado da SIMRia, que explora o sistema de saneamento da Ria de Aveiro, garante que a empresa não tem «nenhum testemunho ou evidência» de que tenha existido uma descarga de emergência causadora da morte de centenas de peixes no esteiro de Canelas, em Estarreja, no passado sábado, noticia o Diário de Aveiro.

«O responsável disse ao Diário de Aveiro que “os resultados de processo de averiguações interno ainda não são conclusivos” e que a empresa aguarda os resultados das análises que as entidades competentes estão a realizar.

Fernandes Thomaz reconhece, no entanto, que o sistema de telegestão da SIMRia detectou uma anomalia na comporta de entrada da estação elevatória, na noite de quinta para sexta-feira, mas que os alarmes de descarga de emergência não foram accionados.

“A ter existido uma descarga de emergência, não foi detectada pelo nosso sistema de telegestão”, afirmou.

O administrador-delegado reconhece, por outro lado, que as descargas de emergência, quando acontecem, descarregam para um tanque sem capacidade de renovação de água. «A SIMRia está disponível para alterar a conduta, se não se encontrar outra forma de gerir a comporta do Esteiro de Canelas», que separa a água doce da água salgada, frisou.

A comporta é aberta por força da água doce, para impelir o caudal para a Ria, quando este é em excesso, nomeadamente em época de cheias.

Quando se deu o acidente ambiental, o nível da água salgada era superior ao nível da água doce, o que impedia que esta fosse renovada sem a intervenção humana, verificando-se então a morte dos peixes.

Fernandes Thomaz salienta que a SIMRia tem tido o cuidado de localizar as estações elevatórias do sistema e as respectivas descargas de emergência em zonas onde haja caudal, mas reconhece que o local em que se encontra a do Esteiro de Canelas pode não ser o mais indicado, dada a circunstância da comporta.

O administrador-delegado da SIMRIA adverte, no entanto, que «há condicionantes hidráulicas a considerar» numa eventual alteração ao sistema.» (Diário de Aveiro) – notícia não disponível on line

Notícias recentes