InícioAveiroÉlio «não percebeu operação» ou é «caluniador»

Élio «não percebeu operação» ou é «caluniador»

O ex-presidente da Câmara de Aveiro, Alberto Souto, acusa Élio Maia de ter atingido o seu «bom nome e honorabilidade pessoal e política» na informação prestada quanto à alegada venda em duplicado dos terrenos do Plano de Pormenor do Centro, noticia o Diário de Aveiro.

«Alberto Souto, o socialista que presidiu à Câmara de Aveiro entre 1997 e 2005, acusa o sucessor, Élio Maia, de ao fim de um ano de mandato «ainda não ter conseguido nenhuma ideia própria» para o concelho nem resolvido «nenhum dos seus problemas».

O ex-autarca recorreu, na edição de ontem do Jornal de Notícias, ao direito de resposta para negar a venda em duplicado de terrenos do Plano de Pormenor do Centro, como foi referido por Élio Maia no contraditório que a Câmara de Aveiro elaborou ao relatório preliminar da Inspecção-Geral de Finanças.

Alberto Souto garante tratar-se de uma informação «difamatória» e ameaça mesmo recorrer aos tribunais, dado que foram atingidos o «bom nome e honorabilidade pessoal e política».
O socialista declara ser «absolutamente falso» que o executivo camarário que dirigiu tenha «vendido os mesmos lotes duas vezes a pessoas diferentes».

«As operações de ‘leasing’ e ‘leaseback’ foram efectuadas com duas prestigiadas e rigorosas instituições bancárias (a CGD e o BPI), que obviamente verificaram todas as escrituras, registos e ónus dos lotes envolvidos», escreve o actual vice-presidente da Autoridade Nacional de Comunicações, acrescentando: «Importa esclarecer que aquelas operações eram compatíveis com hastas públicas posteriores ou anteriores às mesmas e que a Câmara, no âmbito desses contratos de financiamento, ficou mesmo autorizada a efectuar a alienação dos lotes em causa».

Para Alberto Souto, Élio Maia ou «ainda não conseguiu perceber a operação» ou está a «agir como um caluniador». O antigo autarca acrescenta que o relatório preliminar da IGF «não beliscou minimamente a honorabilidade pessoal e a gestão camarária» do PS. «A ilegalidade mais ‘grave’ que encontrou foi uma falta de pagamento de imposto de selo, mesmo essa de obrigatoriedade reconhecidamente duvidosa», salienta.

Souto lembra ainda que a IGF apurou como «montante consolidado de toda a dívida (curto, médio e longo prazo) de todo o grupo municipal (Câmara e empresas municipais) um total de 157 milhões de euros. «Se deduzirmos aos 157 o custo da operação estádio (60 milhões de euros) e se tivermos em conta que a própria IGF reconhece que os activos da Câmara aumentaram 54 por cento no triénio, bem se compreende o nervosismo de quem perde o alibi para tanta inépcia política», afirma.

O socialista acusa Élio Maia (eleito pela coligação PSD/CDS-PP) de ter elaborado um contraditório que representa uma «peça processual fantasiosa», incluindo «dívidas de obras que ainda nem começaram», «contratos que caducaram», «protocolos ainda não renovados nem vencidos», «omissões gravíssimas», «versões de compromissos desactualizados», «adulteração de contas», «passivos sem contabilização dos activos» ou «dívidas geradas e a gerar pelo próprio Dr. Élio Maia».

Trata-se, resume o ex-presidente do município, de «um pungente trabalho de autodesqualificação como político e de deturpação da realidade». (Diário de Aveiro) – edição não disponível on line –

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