A Câmara de Aveiro ouviu esta segunda-feira, na reunião pública do Executivo, os protestos do moradores contra o alargamento dos abres nocturnos mas não cedeu e não deu um único sinal de que irá alterar a decisão tomada.
A reunião pública, a primeira a seguir à decisão do alargamento dos horários, lotou a capacidade do salão nobre dos Paços do Concelho, de moradores do bairro da beira-mar e proprietários de bares mas apenas serviu para o registo dos argumentos de cada uma das partes.
De um lado a população a dizer que os bares são uma fonte de ruído e vandalismo, do outro os bares e a Câmara, que defendem estabelecimentos abertos até mais tarde como oferta turística.
O porta-voz da comissão de habitantes, José Maia, denunciou que o novo horário apanhou de surpresa os moradores, sem que a Câmara ouvisse as partes interessadas, entre as quais a PSP e a Junta de Freguesia e atribuiu à Câmara a «responsabilidade moral e criminal por tudo o que possa acontecer».
Um proprietário de um dos bares, António Peres, vice-presidented a Associação de bares de Aveiro disse que «desde 1 de Abril que há um guarda-noturno pago por nós e desde essa data não temos conhecimento de actos de vandalismo».
O vereador Jorge Greno justificou o alargamento com o «segmento
de turistas que procura a vida nocturna», referiu-se a um novo regulamento municipal em preparação e o presidente da Câmara, Élio Maia alegou o número de estudantes da Universidade de Aveiro.

