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Retirada de máquinas «travada» pelas trabalhadoras

A meio da tarde de sábado, movimentos «estranhos» de pessoas e viaturas nas imediações da fábrica de confecções Bawo, de Estarreja, fez despertar a curiosidade de uma das operárias que, ocasionalmente, por ali passava, noticia o Diàrio de Aveiro.

«Depois de uma inesperada retirada de maquinaria em Maio passado e com uma situação profissional por definir junto da entidade patronal, o grupo de perto 30 funcionárias da Bawo temem o pior, isto é, que a fábrica seja «despejada» de toda a maquinaria e fiquem sem possibilidade de reaver os ordenados em atraso desde Março, e restantes direitos.

As suspeitas de sábado à tarde adensaram ainda mais quando a funcionária reparou numa carrinha parada nas traseiras da fábrica, de portas abertas e um movimento de pessoas a carregarem não percebeu o quê. De imediato contactou várias colegas, que se dirigiram para o local, bem como Leonilde Fátima, do Sindicato Têxtil de Aveiro, que contactou a GNR de Estarreja, de forma a tomarem conta da ocorrência e fazerem a participação. Com toda esta movimentação, os alegados «suspeitos» e respectivas viaturas depressa abandonaram o local, sem que as funcionárias conseguissem perceber se retiraram alguma coisa do interior da fábrica e o quê.

Prazo dado à empresa termina hoje Desde Março que as funcionárias da Bawo não recebem salários, situação que se tornou insustentável, tendo dado à empresa um prazo de cinco dias para o pagamento dos salários em atraso, ou então a respectiva carta para o Fundo de Desemprego. Um prazo, aliás, que termina hoje.

De acordo com Leonilde Fátima, «as trabalhadoras garantem que nunca lhes faltou trabalho nem encomendas e o que elas mais desejam é voltar a laborar com os salários em dia, como é de direito para qualquer trabalhador». Esta sindicalista lamenta ainda que a entidade patronal, perante a pressão das funcionárias para o pagamento dos salários, as tenha ameaçado com o encerramento da fábrica, em vez de tentar chegar a um acordo.» (Diário de Aveiro)

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