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Eleitos do CDS ausentes da AM

O presidente da Câmara de Vagos insurgiu-se, anteontem, contra o atraso na abertura do novo edifício do centro de saúde, no decorrer de uma assembleia municipal (AM), que ficou marcada pela ausência dos eleitos do CDS-PP, noticia o JN.

O atraso de um dia no envio da convocatória explicou a falta de comparência dos centristas. A carta terá sido enviada com sete dias de antecedência, devido a “problemas técnicos com a gravação da anterior assembleia, o que dificultou a realização da acta. Quisemos enviar os documentos todos juntos e atrasamo-nos “, explicou o presidente da AMV, Jorge Camarneiro.

Dina Ribeiro, líder da bancada, centrista, explicou, ao JN, que recebeu a convocatória “com quatro dias de antecedência e não oito, o que desrespeita o regulamento e a lei das autarquias locais.

Mário Tarenta, do PS, considerou a ausência “despropositada” e lembrou que, “apesar de haver realmente um atraso, trata-se de uma sessão ordinária, calendarizada há meses”. E criticou o horário das sessões, que passaram das 20 para as 18 horas. Também Silvério Regalado (PSD) achou “lamentável a ausência do CDS”. “Faltou bom senso, a carta seguiu apenas com um dia de atraso”, acusou.

Apesar disso, a AMV declarou, com dois votos contra do PS, o interesse municipal do projecto agro-pecuário de Luís Pinho, em terrenos de Reserva Agrícola e Reserva Ecológica Nacional, na freguesia de Ouca. Ironicamente, o outro ponto da ordem do dia, aprovado por unanimidade, foi a suspensão, por um ano, do mandato do deputado Mário Pedrosa Silva, eleito pelo CDS/PP.

Antes da ordem do dia, o presidente da autarquia, Rui Cruz, considerou “escandaloso” o atraso que se está a verificar na abertura do novo centro de saúde de Vagos. O edifício “está pronto há seis meses, mas não se sabe quando vai abrir”. (JN)

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