O presidente da Câmara de Aveiro reafirmou, ontem, a intenção de evitar, a todo o custo, a demolição do antigo estádio Mário Duarte, para onde foi projectada, pelo executivo anterior, uma nova urbanização, noticia o JN.
«Élio Maia assegurou que o executivo irá fazer “tudo o que for possível para que aquele património, que é de Aveiro, da cidade e da região, possa permanecer”, considerando que “a decisão não vai ser fácil”. “Não se trata apenas de decidir se queremos ou não queremos ficar com o Mário Duarte”, advertiu.
A Câmara vai ter de recomprar os terrenos, que, além de se encontrarem abrangidos por um plano de pormenor publicado recentemente, estão afectos a uma operação de “leaseback”, lembrou o autarca, explicando que está em causa uma verba de dez milhões de euros. “Um valor muito elevado presentemente”, tendo em conta a situação financeira da autarquia.
Élio Maia garantiu que a Câmara fará todos os esforços para preservar o antigo estádio como espaço privilegiado para o desporto e o lazer e mostrou-se disposto a analisar “todas as propostas e ideias que forem colocadas em cima da mesa”.
Acertos com a ex-Frapil
A reunião da Câmara, ontem, integrada na “presidência aberta” na freguesia da Glória, serviu para aprovar as linhas gerais de um acordo entre a autarquia e a massa falida da extinta Frapil, que permitirá que o Tribunal possa, finalmente, vender os terrenos, junto ao Canal de S. Roque, onde a empresa laborou até falir, e pagar os salários em atraso aos antigos trabalhadores. O acordo contempla um acerto de estremas (a Câmara tem um terreno ao lado) e a permuta de parcelas, tendo como pano de fundo o plano de urbanização.
Bombeiros mais tranquilos
No início da reunião, a Câmara assinou dois protocolos de colaboração financeira com as corporações de bombeiros. Além de financiar, em 420 mil euros, a compra da auto-escada (com braço de 40 metros) que os “Velhos” reclamam, há vários anos, o Município comprometeu-se, através destes protocolos, a distribuir pelas duas corporações, a título de subsídios regulares, uma verba de 1,04 milhões de euros, em prestações mensais, até ao fim do mandato.» (JN)

