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1 de Dezembro em Aveiro

A Câmara Municipal de Aveiro prepara as comemorações do Dia da Restauração da Independência, a 1 de Dezembro, a partir das 10:30h, nos Paços do Concelho.

As cerimónias começam com o hastear da Bandeira e Hino Nacional, seguido da encenação do sermão de Padre António Viera pelo actor António Morais.

Esta encenação repete-se às 14:30h e 16:00h, na Praça Dr. Joaquim de Melo Freitas.

Sobre o 1 de Dezembro A morte de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, sem deixar descendência e outros motivos de natureza vária concorreram para a perda da Independência de Portugal. Sem um sucessor directo, a coroa passou para Filipe II de Espanha. Este, aquando da tomada de posse, nas cortes de Leiria, em 1580, prometeu zelar pelos interesses do País, respeitando as leis, os usos e os costumes nacionais. Com o passar do tempo, essas promessas foram sendo desrespeitadas, os cidadãos nacionais foram perdendo privilégios e passaram a uma situação de subalternidade em relação a Espanha. Esta situação leva a que se organize um movimento conspirador para a recuperação da independência. A 1 de Dezembro de 1640, um grupo de fidalgos introduz-se no Paço Real, mata Miguel de Vasconcelos, representante da coroa espanhola, e vêm à janela proclamar D. João, Duque de Bragança, rei de Portugal. Termina, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. Sermão do Padre António Vieira proferido na Capela Real em 1642, no dia do nascimento do Rei D. João IV e da festividade de S. José (19 de Março) Para além dos motivos de ordem religiosa, este sermão de Vieira caracteriza-se pelo esforço de concordar o Evangelho e a festa de São José com a festa do novo rei, sentado no trono de Portugal à pouco mais de um ano. Notam-se bem as preocupações do célebre orador em mostrar a legitimidade da Casa de Bragança ao trono de Portugal e à sucessão de D. Sebastião, havendo já um esboço da futura ligação entre a legitimidade do governo de D. João IV, e as ideias do rei Encoberto e do Quinto Império, um tema a que voltará bastantes vezes, e que servirá para defender a legitimidade da aclamação do duque de Bragança. É que a Restauração de uma dinastia nacional em Portugal estava longe de ser, naquele momento, um dado adquirido, tanto a nível externo, como sobretudo a nível interno. As resistências à revolta contra um rei legítimo – Filipe III – eram muitas e as reticências tanto na aristocracia, como na Igreja assim como na população em geral bastantes. Esta realidade levará o padre jesuíta a utilizar todos os meios para justificar a revolta, como seja em último caso a lendária afirmação proferida em Ourique a D. Afonso Henriques por Cristo: “Quero em vós, e em vossa descendência estabelecer o meu império”.

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