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Químicos transformam resíduos

Uma das mais recentes spin-off criadas na UA, a iFoodTech-Technological Ingredients for Food, está a analisar as potencialidades de alguns resíduos agro-alimentares, como o resíduo do café e da uva, para a produção de novos produtos com valor acrescentado.

Segundo comunicado da UA, «produzidos com tecnologia não poluente, na Unidade de Investigação de Química Orgânica de Produtos Naturais e Agro-alimentares da UA, os novos ingredientes extraídos destas matérias-primas que apresentam baixo valor, poderão ter aplicações em produtos benéficos para a saúde e bem-estar».

Um grupo de quatro pessoas, duas das quais investigadoras na UA, está em vias de transformar o plano de negócios apresentado durante a iniciativa em projecto empresarial. «Será possível desenvolver metodologias que permitam extrair de modo selectivo compostos alimentares e dar-lhes novas aplicações, como por exemplo, tornar os alimentos mais saudáveis», segundo o comunicado.

Segundo o investigador responsável, Manuel António Coimbra, «o objectivo passará por identificar fontes ricas de compostos naturais que facilmente se podem incluir em diversos géneros de alimentos (os nutracêuticos), extraí-los e dar-lhes novas aplicações. Há diferentes propriedades que os químicos e bioquímicos podem explorar para fazer face a futuras aplicações. É esta a premissa para a criação desta empresa de base tecnológica: aplicarmos o conhecimento científico aos requisitos exigidos pelos potenciais clientes».

Neste momento, os investigadores estão a submeter a experiências o resíduo de café e, num futuro muito próximo, também o da uva. No caso do café, esperam extrair polissacarídeos com propriedades de fibra dietética e de estimulação imunológica. No caso da uva, as substâncias a extrair terão actividade antioxidante e anti-bacteriana.
As possibilidades de outras aplicações e de utilização de outros compostos em outros tipos de resíduos «são imensas».

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