Está tecnicamente confirmada a situação de pré-falência financeira da Junta de Freguesia de Nogueira do Cravo, Oliveira de Azeméis, e há suspeitas de que foram cometidas irregularidades contabilísticas durante o mandato de 2002 a 2005, da responsabilidade do então presidente, Francisco Figueiredo, noticia o JN.
«A dívida da autarquia deverá ultrapassar os 250 mil euros.
O actual presidente da Junta de Freguesia, o socialista Agostinho Tavares, promete endereçar estes dados ao Ministério Público e à Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT).
As conclusões estão explanadas no resultado de uma auditoria, efectuada às contas do anterior Executivo, apresentada na sessão da Assembleia de Freguesia, que decorreu anteontem à noite, e que não contou com a presença dos elementos do PSD que justificaram a sua ausência com o facto de não lhes ter sido entregue o documento para que pudessem preparar a sua defesa.
Das várias irregularidades detectadas, o técnico responsável pela auditoria referiu-se a eventuais infracções no Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais; falta de inventário de bens, menção de controlos internos de contas, mapa de conta corrente; falha de suporte documental de pagamentos efectuados; prestação de serviços sem comprovativo de despesa; pagamentos sem cobertura legal; inexistência de ordens de pagamento devidamente assinadas pelos responsáveis, aquisição de imóvel (Casa do Ardo) por valor inferior ao que está explanado na escritura e falta de controlo de valor do caixa. A auditoria concluiu que, “o cenário é complicado (…) há falta de rigor de financeiro e potencial risco de descontrolado e má utilização dos dinheiros públicos”.
O presidente da Junta realça que não foram apresentados mais pormenores com o objectivo de salvaguardar o bom-nome das pessoas que possam estar envolvidas nesta irregularidades. “O meu objectivo não é perseguição política ou pessoal, mas simplesmente uma questão de seriedade e transparência”, precisou. Agostinho Tavares afirma que os documentos serão, agora, entregues as várias autoridades competentes entre as quais o IGAT e o Ministério Público. Para fazer frente às dívidas, o autarca diz que vai começar a vender algum do pouco património existente.» (JN)

