No último debate sobre o Plano Estratégico para o Concelho de Aveiro (PECA) para a década, na noite desta quarta-feira, antes da apresentação do relatório final, esta sexta-feira, a Câmara de Aveiro manteve que promoveu a participação pública, acompanhou a elaboração do documento encomendado a uma empresa consultora enquanto os socialistas negam a participação pública e criticaram a Câmara por falta de «ideias», e estabelecimento de «prioridades» além de notarem a ausência do presidente da autarquia, Élio Maia.
Sobre a ausência de Élio Maia, o vice-presidente Carlos Santos justificou com a sua participação em «outra tarefa» mas recusou a acusação de «falta de respeito institucional», como disse Nuno Marques Pereira, do PS. Élio Maia «tem confiança nos que estão cá», segundo Carlos Santos. Aliás, disse que o presidente da Câmara discutiu o PECA «linha a linha». A Câmara acompanhou «o mais de perto possível e traduz um pouco o que a Câmara pensa em termos gerais».
Mas para Nuno Marques Pereira, Élio Maia «já nos habituou à ausência nos momentos críticos, (no anterior mandato) faltava quase por tradição à discussão do plano de actividades da Câmara». A falta de Élio Maia «é a forma de se refugiar porque não tem qualquer contributo para dar».
Quanto à intervenção crítica dos socialistas, Carlos Santos disse que faltaram contributos e «o bota-abaixismo foi no que deu há cinco meses», referindo-se indirectamente à derrota do PS nas últimas eleições autárquicas e à vitória da coligação PSD/CDS-PP.
Criticando a falta de participação, António Salavessa disse que ao ser apresentado à Assembleia um dia antes do relatório final, ficou perante um processo «virado ao contrário» e perguntou: qual o «posicionamento da Câmara face ao plano, o que considera essencial?». Pires da Rosa disse que a Assembleia «devia ser ouvida na primeira linha» e quanto à falta de Élio Maia, «não pode faltar, não tem desculpa» considerando ser uma «falta de respeito aos aveirenses».
Propôs a suspensão do PECA que Carlos Santos recusou alegando que o documento está na posse dos elementos da assembleia «há um mês».
A defesa pelo PSD passou por João Carlos Valente dizendo que houve «mais que tempo suficiente para ter um projecto integrador e coerente». As intervenções do PS são «lateralidades e politiquice», disse.
Ernesto Barros, do PP, trata-se de um documento válido e valorizou o facto de se tratar de um documento «em aberto para novas ideias».
Paulo Jesus, do PS diz não perceber o «enquadramento de projecto estruturantes na estratégia» e Nuno Marques Pereira disse quer seria melhor um documento «denso e participado» além de dever considerar as ligações interconcelhias, particularmente com Ílhavo e projectos comuns. Questões sociais e transportes são os temas que mais preocupam Ivar Corceiro, do Bloco de Esquerda e para Gonçalo Fonseca, do PS, não se trata de um plano mas de um «elencar de ideias».

