O PCP vai intervir na Assembleia da República sobre a situação das empresas Rohde, Califa e Aerosoles, para exigir do Governo uma «postura que responda à grave situação em que se encontram, e à situação de excepção com que o Distrito de Aveiro se debate».
Segundo os comunistas continuam os «atropelos aos direitos, não é possível que os trabalhadores continuem a trabalhar e a criar mais valias sem salários, não é possível o continuar dos despedimentos sem que, exista da parte do governo e do partido que o suporta, uma palavra, uma decisão».
Para o PCP deu-se uma «notável coincidência nestes casos, arrastados e “rebentaram” depois das eleições, ou seja foram arrastados no tempo, numa clara colaboração entre capital e PS, para em termos eleitorais não prejudicarem o partido socialista».
No distrito de Aveiro, há 40.000 inscritos nos centros de emprego e formação profissional, mas os os números reais do desemprego, segundo o PCP, «devem ascender aos 47000». Acrescenta ainda que a situação de empresas do sector, Aerosoles, Rodhe, Califa e outras «podem elevar este número em mais cerca de 3000 de um momento para o outro».

