A eurodeputada comunista Ilda Figeueiredo defende o prolongamento do prazo previsto para a manutenção de barreiras alfandegárias, visando a defesa da produção e do emprego com direitos e contra a política de liberalização do comércio internacional que têm provocado a perda de postos de trabalho no calçado, a têxtil e o vestuário.
No calçado destaca a perda de emprego nas fábricas da C&J Clarks, em Arouca, Castelo de Paiva e Vila Nova de Gaia, a Ecco e Rodhe em Santa Maria da Feira.
Sobre a Rodhe de Santa Maria da Feira, com cerca de 1300 trabalhadoresa, a maioria mulheres, é mantida a exigência de ritmos de «trabalho individual muito elevados devido a uma deficiente organização do trabalho em certos sectores da empresa». Segundo os trabalhadores, diz a eurodeputada, «é necessário um novo investimento para completar a organização do trabalho em grupo na fábrica».
Ilda Figueiredo questiona a Comissão Europeia se «foi solicitado algum apoio financeiro comunitário para novos investimentos na Rodhe e para melhorar a organização do trabalho em grupo e que apoios financeiros já foram concedidos à Rodhe em Portugal e às diversas fábricas do grupo na União Europeia»
Sobre o calçado proveniente da China e do Vietname, diz num texto dirigido ao Comissário europeu, sobre o encerramento e da deslocalização de muitas empresas que a «responsabilidade por esta situação, não deverá ser imputada a países terceiros, mas sim à União Europeia e às suas políticas de promoção da concorrência e da liberalização do comércio internacional, assim como da manutenção de um valor do Euro que prejudica sectores produtivos, como o do calçado».
Segundo a deputada no PE, «ainda na semana passada a Comissão Europeia divulgou a intenção de incrementar tratados bilaterais de livre comércio, relançando uma nova cruzada pela liberalização do comércio mundial»

