João Estima, Bruno Lamas e Paula Sofia Quinteiro são os três finalistas da UA vencedores da 3ª edição do Projecto Galp 20-20-20 @ UA. A entrega dos prémios aos três melhores trabalhos desenvolvidos por alunos da UA, na área da eficiência energética, durante o seu estágio em empresas parceiras da GALP, está agendada para 14 de Dezembro, a partir das 11h00, na Sala de Actos Académicos. A cerimónia contará com a presença do Eng. Manuel Ferreira de Oliveira, Presidente Executivo da Galp Energia.
Em Março de 2007, a Universidade de Aveiro e a Galp Energia assinaram um protocolo de cooperação com vista à atribuição de dez bolsas anuais no valor de 3 mil euros cada uma a estudantes deste estabelecimento de ensino, até 2010, para elaborar estudos e trabalhos em empresas parceiras da GALP Energia. Os projectos desenvolvidos baseiam-se essencialmente em auditorias energéticas com o objectivo de optimizar o modo de funcionamento dos vários sistemas, racionalizar o seu mix energético e identificar e recomendar oportunidades de melhoria.
Durante o período em que decorre a parceria, a Galp Energia reconhece os três melhores trabalhos, entregando um prémio no valor total anual de 10 mil euros. No próximo dia 14 de Dezembro, serão entregues os prémios da terceira fase de atribuição de bolsas. João Estima, vencedor do primeiro prémio será contemplado com um prémio de seis mil euros, Bruno Lamas com três mil e Paula Sofia Quinteiro com mil.
João Estima 23 anos, encontra-se a frequentar o Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica. O projecto que lhe valeu o primeiro prémio foi desenvolvido durante o seu estágio na Cerâmica Quintãs, e concretizou-se na forma de uma ferramenta informática desenvolvida com o MS Excel e programada em Visual Basic que permite criar um sistema modular que avalie do ponto de vista energético uma Instalação Industrial Consumidora e identifique todas as áreas onde se deve intervir para melhorar a eficiência energética, preferencialmente a partir da análise de relatórios e medidas de custo zero ou custo médio.
Resultado do cruzamento de conhecimentos das áreas das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), Gestão de Energia, Informática Industrial, Utilização Racional de Energia (URE) e Design Gráfico, este Simulador Integrado de Gestão de Energia (SIGEN) está dividido em seis módulos (Plano de Acção, Fábrica, Electricidade, Combustíveis, Relatório Anual, e Evolução e Legislação) que funcionam de modo independente mas que, no seu conjunto, cumprem com o objectivo proposto.
Bruno Lamas 23 anos, terminou o Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica em Julho. O seu plano de estágio, realizado na Sorgal, focalizou-se na optimização de redes de fluidos térmicos através de uma metodologia designada “Pinch”. Neste âmbito, o vencedor do 2º prémio desenvolveu um software que permite a aplicação da metodologia Pinch em qualquer indústria que recorra à energia térmica no processo produtivo, encontrando até duas redes de recuperação de calor distintas, permitindo aos gestores da empresa em estudo escolher qual a mais interessante para o processo produtivo em causa.
Este software é ainda capaz de elaborar um relatório que permite a fácil leitura dos resultados, mesmo para quem não está familiarizado com a metodologia de optimização utilizada, enumerando e caracterizando os permutadores de calor a adquirir e a instalar. Este trabalho resultou na elaboração de dois artigos científicos com publicação submetida a duas revistas internacionais.
Paula Sofia Quinteiro 26 anos, é licenciada em Engenharia Química e encontra-se a frequentar o Mestrado em Sistemas Energéticos Sustentáveis. O projecto desenvolvido no âmbito do estágio realizado na Faianças J. Barreiro, Lda consistiu na elaboração de uma aplicação informática de avaliação de consumos energéticos e emissões de CO2 para a indústria cerâmica de ornamentação de faiança e grés fino, de apoio à decisão, quer para o gestor de energia quer para o departamento comercial e gestão de topo, que ambiciona apoiar a estratégia para fomentar a competitividade das empresas no mercado global.
Esta ferramenta simula a realidade do contexto industrial, quantificando tanto os consumos e custos energéticos como as emissões de gases de efeito de estufa, em particular o dióxido de carbono, CO2, referentes à produção de peças cerâmicas, desde a entrada das matérias-primas até à expedição dos artigos para o mercado.

