O Bloco de Esquerda de Aveiro diz que a Câmara de Aveiro se comporta como «mecenas de investimentos privados» referindo-se ao recente anúncio de alienação da maioria da empresa municipal Parque Desportivo de Aveiro.
«Não compreendemos como a CMA, com condições financeiras inquietantes, proceda à celebração de protocolos lesivos para os munícipes, ou se comporte como um mecenas de investimentos privados, minimizando o risco de negócios particulares, cedendo posições estratégicas em empresas municipais, ou privatizando aos desbarato empresas municipais, diz o BE em comunicado.
O Bloco estranha a negociação: «Numa primeira fase é atribuída a posição maioritária na PDA à Visabeira através do aumento do capital social. Somente após este processo é que o executivo de Élio Maia tem intenção de alienar a sua posição – nessa altura já minoritária – em concurso público. O risco é o de deixar «de poder decidir sobre o rumo daquela nova centralidade da cidade, e lesivo para os cofres da autarquia pelo decréscimo de valor resultante da perda da maioria».
Quanto à negociação com o Beira-Mar, «é irresponsável que, no novo protocolo a CMA entregue ao clube os terrenos da piscina sem qualquer garantia quanto ao seu uso», defendendo que deve «garantir que o equipamento e as mais-valias instaladas sejam mantidas». O BE está contra «este pagamento em património, tanto mais que o valor do solo varia consoante o seu uso e, não sendo conhecido o uso a ser dado ao terreno, não é possível definir correctamente o valor do património em causa».
Também está contra a parceria público-privada «estacionamento/parque escolar», um negócio «rentista feito à medida, retirando qualquer risco do investimento nos parques de estacionamento e transferindo-o para o pagamento da renda que a CMA pagaria pelas normal utilização das escolas, é prejudicial para a autarquia», além de que, consideram os bloquitas, «o BE entende ainda que estes quatro estacionamentos centrais são contrários a uma mobilidade eficiente».
Quanto à privatização dos serviços municipalizados e da MoveAveiro. É «com muita estranheza que o BE vê as declarações de Élio Maia atribuindo o valor de 50 milhões de euros para a eventual privatização dos SMA e desvalorizando o valor da MoveAveiro. O BE entende que estas preciosas dicas de navegação aos investidores privados são economicamente prejudiciais».

