Sábado, 6 Dezembro 2025
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Assembleia aprova permuta de terrenos

A Assembleia Municipal de Aveiro aprovou esta segunda-feira à noite uma permuta de terrenos que viabilizará o estudo urbanístico da Envolvente à Igreja das Quintãs, na freguesia de Oliveirinha.

A proposta da Câmara foi aprovada por maioria, com 14 abstenções do PS e Bloco de Esquerda, 23 votos a favor, do PSD e do CDS-PP e um voto contra, do PCP.

A proposta implica uma permuta de bens entre um privado, Acácio Simões Vieira, e a Câmara Municipal. O privado entrega à Câmara um terreno avaliado em 965.046 euros e a autarquia cede em troca 28 parcelas/lotes pelo mesmo valor.

As infra-estruturas deverão estar concluídas no prazo de 30 meses.

Segundo os termos da proposta apresentada à Câmara, pretende-se «melhorar uma zona degradada, situada numa zona rural».

O presidente da Junta de Freguesia de Oliveirinha, o social-democrata Armando Vieira, disse que se tratava de um objectivo que a «Junta de Freguesia persegue há vários anos e acrescentou que a autarquia assegurasse as mais valias, em termos de ligações entre duas ruas.

Carlos Candal, líder da bancada do PS, disse que «à primeira vista, a proposta parece bem, razoavelmente justificada, mas é uma ilha de urbanização, isolada não se sabe o que se passa a Norte, a Sul, as nascente, é uma intervenção confinada, cria alguma dúvida sobre o que vai acontecer nas margens da intervenção».

Acrescentou ainda que a Assembleia não dispõe do protocolo e «talvez valesse a pena esperar algum tempo». Para o PSD, segundo o líder da bancada, Manuel Coimbra, está «em causa o melhoramento da zona». Sobre as dúviads de Carlos Candal , disse esperar que as propostas de alteração e enquadramento sejam contempladas no projecto final e que sejam previstas situações de incumprimento pela Câmara».

Jorge Nascimento, do CDS-PP, disse que «embora o loteamento esteja algo isolado é de fácil integração na urbanização a desenvolver».

António Regala, do PCP, justificou o voto contra por haver um erro na avaliação» e considerou que o preço é seriamente penalizador financeiramente para a Câmara».

Arsélio Martins, do Bloco de Esquerda, absteve-se por não estar perante uma proposta «sem o devido enquadramento».

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